quarta-feira, 29 de outubro de 2014
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Copa do Mundo de Futebol
O Brasil na primeira Copa do Mundo realizada no Uruguai:
Espanha 3 x 1 Brasil
Até hoje já foram realizadas 19 Copas, em 16 países, de quatro continentes diferentes, a vigésima edição será no Brasil em 2014. No total, 30.852.747 pessoas assistiram às partidas nos estádios que abrigaram a competição. Outras centenas milhões acompanharam as transmissões do evento pela televisão e pelo rádio. Em 84 anos de Mundial, a bola já balançou a rede 2067 vezes e o Brasil ganhou a Copa do Mundo em 5 oportunidades.
Setenta e sete nações disputaram a Copa desde a sua primeira edição, no Uruguai, em 1930. Algumas mudaram de nome, outras nem existem mais. A Fifa, organizadora do torneio, possui mais filiados do que a própria ONU (Organização das Nações Unidas).
Tudo começou com o sonho e a dedicação do francês Jules Rimet em organizar um torneio envolvendo seleções de vários países. O primeiro troféu, que levava o nome do idealizador, teve sua posse definitiva conquistado pelo Brasil. A nova taça, de posse transitória, chama-se simplesmente "Copa do Mundo".
Em 2006, a Alemanha recebeu a 18ª Copa da história em momento diferente de quando recebeu o torneio pela primeira vez, em 1974. À época, o país era dividido pela Guerra Fria em Ocidental e Oriental. Os alemães do oeste viram a seleção da casa faturar seu segundo título.
A edição de 2010 da Copa foi disputada pela primeira vez no continente africano, mais especificamente na África do Sul e a Espanha sagrou-se campeã.
A edição de 2014 também já tem sua sede definida. Pela segunda vez, o Brasil receberá a competição.
A HISTÓRIA DA COPA DO MUNDO
De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol.A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA ( Federation International Football Association). O troféu de ouro maciço, que mais tarde recebeu seu nome, seria de posse provisória, até que algum país o conquistasse por três vezes.
A primeira edição da Copa do Mundo foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 16 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pôde ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.
Nas duas copas seguintes (1934 e 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final, realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro - RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 a 1 e tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol.
Copa do Mundo de 1950 no Brasil, estádio do Maracanã:
Brasil 6 x 1 Espanha
Didi, Pelé, Gilmar e Orlando
A primeira copa que a seleção brasileira sagra-se campeã foi na Suécia, foto tirada na final, logo após o apito do juíz.
Brasil 5 x 2 Suécia.
Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores ( Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros), o Brasil tornou-se pela terceira vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 a 1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da taça Jules Rimet.
Pelé ergue o punho após o jogo da final na Copa do Mundo do México
Brasil 4 x 1 Itália
Branco, Romário erguendo a taça e Dunga o capitão na copa de 1994.
Gol de Ronaldo na final da Copa do Mundo da Coréia e do Japão.
Brasil 2 x 0 Alemanha
Copas que o Brasil venceu
1958 - SUÉCIA 08 a 29 de julho de 1958O Brasil partiu para disputar a Copa de 1958 totalmente desacreditado. Afinal, havia carimbado o passaporte para a Suécia com alguma dificuldade nas eliminatórias: empatou com o Peru 1 a 1, em Lima, e ganhou por 1 a 0, no Maracanã. O número de seleções inscritas chegou a 53, representando todos os continentes.
O maior desfalque em 58 foi o próprio Jules Rimet, considerado o pai de todas as Copas do Mundo, que morreu dois anos antes, em Paris, aos 83 anos. Os suecos foram testemunhas da primeira seleção a ser campeã fora de seu continente - o Brasil - acontecimento até hoje não igualado - e o despertar do maior gênio do futebol de todos os tempos - Pelé, na época um rapaz de 17 anos. Em sua primeira Copa, o garoto não se intimidou e foi decisivo na memorável conquista brasileira.
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Suécia
3º lugar: França
Artilheiro
Fontaine (França) com 13 gols
1962 - CHILE: 30 de maio a 17 de julho
Em time que está ganhando não se mexe. Foi baseado neste célebre ditado que a seleção brasileira partiu para disputar o Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile. Mantendo a base campeã do mundo na Suécia, a equipe agora dirigida por Aymoré Moreira, conquistou o seu segundo título mundial. A conquista foi comandada por Garrincha, que com a contusão de Pelé na partida contra Tchecoslováquia, ainda na primeira fase, transformou o ponta do Botafogo no grande astro daquela Copa. Tanto que ele foi um dos artilheiros da competição com quatro gols. O show de Garrincha foi tão fenomenal, que na semifinal contra o Chile - dono da casa - ele foi expulso e a absolvição no Tribunal da Fifa tornou possível a sua presença em campo na decisão contra os tchecos. Coisas de campeão, aliás bicampeão.
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Tchecoslováquia
3º lugar: Chile
Artilheiros
Artilheiros: Albert(Hungria), Ivanov(União Soviética), Jerkovic(Iugoslávia), Leonel Sanchez(Chile), Garrincha(Brasil) e Vavá(Brasil), todos com quatro(4) gols.
1970 - MÉXICO: 31 de maio a 21 de julho
Desacreditada. Esta é a melhor palavra para definir a seleção brasileira em seu embarque para o México, onde tentaria apagar da lembrança a trágica campanha de 1966 na Inglaterra, quando foi eliminada ainda na primeira fase. Sob o comando de João Saldanha, o Brasil se classificou com tranquilidade para a Copa do México, vencendo a Venezuela, Colômbia e o Paraguai nas eliminatórias. A entrada de Zagalo no lugar de Saldanha e as más atuações em amistosos preparatórios deixaram os torcedores brasileiros com dúvidas sobre a participação no Mundial de 1970. Para a felicidade de todos, esta imagem foi se desfazendo a cada atuação do Brasil em gramados mexicanos.
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Itália
3º lugar: Alemanha Ocidental
Artilheiro
Gerd Muller (Alemanha Ocidental) com 10 gols
1994 - ESTADOS UNIDOS: 08 de junho a 11 de julho
Favoritismo. É com esta palavra que podemos definir o sentimento dos torcedores brasileiros antes da Copa de 1994, nos Estados Unidos. Mas nem sempre foi assim. É que a campanha irregular durante as eliminatórias, quando o Brasil sofreu a primeira derrota de sua história nesta fase, diante da Bolívia por dois a zero, em La Paz, colocou o trabalho
A reviravolta se deu a partir do jogo de volta contra os bolivianos, em Recife. Foi nesta cidade que a seleção teve o seu primeiro fim de semana tranqüilo nas eliminatórias, onde os torcedores apoiaram sem hesitar a equipe comandada por Parreira. Após a goleada de 6 a 0 sobre a Bolívia, uma luz no fim do túnel começou a ser vista e o fantasma da desclassificação de uma Copa do Mundo, pela primeira vez na história, foi se desfazendo. Mas o grande o momento foi o jogo com o Uruguai no Maracanã. Esta partida marcou o retorno de Romário à Seleção Brasileira. E ele cumpriu o que prometera ao ser convocado: marcou os dois gols na vitória sobre o Uruguai que carimbou o passaporte brasileiro para a Copa nos Estados Unidos. Era o prenúncio de que o então atacante do Barcelona iria brilhar no Mundial.
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Itália
3º lugar: Bulgária
Artilheiro
Salenko (Rússia) com 6 gols
2002 - CORÉIA DO SUL e JAPÃO: 31 de maio a 30 de junho
O Mundial de 2002 foi organizado pela primeira vez por duas nações, Coréia do Sul e Japão, e terminou com a conquista do pentacampeonato pelo Brasil. A competição também marcou o retorno triunfal do atacante Ronaldo, que, nos quatro anos anteriores, passou por duas contusões graves em seu joelho e sofrera uma convulsão na última final de Copa.
Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, a Seleção, muito criticada pela imprensa brasileira por causa de seu jogo feio e forte na marcação, ficou conhecida como a "Família Felipão" pela união que o treinador alcançou com o grupo.
Na primeira fase, numa chave fácil, o Brasil passou por cima de Costa Rica, China e Turquia, para eliminar nas oitavas-de-final a Bélgica. Na fase seguinte, com um golaço de Ronaldinho, que minutos depois seria expulso, a Seleção venceu a Inglaterra por 2 a 1. Na semifinal um novo encontro com os turcos e outra vitória: 1 a 0.
A final foi entre Brasil e Alemanha. Com dois gols de Ronaldo, um na falha do goleiro Kahn, eleito o melhor jogador do torneio, a Seleção conquistou o penta e consagrou o estilo Scolari.
Ronaldo foi o artilheiro da competição, com oito gols, e o capitão Cafu se tornou o primeiro jogador a disputar três finais de Copa seguidas.
A Copa também marcou o vexame de três seleções tradicionais. A França, então campeã, e a Argentina, que realizou campanha extraordinária nas eliminatórias, foram eliminadas ainda na primeira fase, além de Portugal, que voltava a disputar uma Copa após 16 anos.
As boas surpresas ficaram por conta de Senegal, com seu futebol ofensivo, e o Paraguai, com sua ótima defesa. Até os donos da casa fizeram boas campanhas. Japão e Coréia do Sul ficaram em primeiro em seus grupos. O primeiro caiu nas oitavas diante da Turquia, e os sul-coreanos, com muita ajuda da arbitragem, eliminaram Itália e Espanha e só perderam para a Alemanha, na semifinal.
Colocação final
1º lugar: Brasil
2º lugar: Alemanha
3º lugar: Turquia
Artilheiro
Ronaldo (Brasil) com 8 gols.
Copa do Mundo de 2006
A Copa do Mundo (ou Campeonato
Mundial) de Futebol de 2006 realizou-se na Alemanha e foi vencida pela
Itália. Pela segunda vez a Alemanha foi o país-sede (a primeira vez foi
no ano de 1974-Alemanha Ocidental), e o único pré-classificado. Pela
primeira vez na história do campeonato, o campeão do torneio anterior
(no caso, o Brasil) precisou disputar as eliminatórias para poder
defender o direito de participar no torneio. Trinta e dois países
participaram da Copa de 2006, cuja final foi no dia 9 de Julho.A decisão de confiar à Alemanha a organização do torneio foi controversa, já que se esperava que o campeonato ocorresse na África do Sul. Os outros países candidatos à organização eram Inglaterra, Marrocos e Brasil. Desde que a escolha foi feita, o órgão que controla mundialmente o esporte, a FIFA, afirmou publicamente sua intenção de rotacionar o país-sede entre suas confederações integrantes. A sede para a Copa seguinte foi escolhida logo em seguida: a África do Sul abrigou os jogos da Copa do Mundo de 2010. Como preparação para a competição, a FIFA organizou a Copa das Confederações 2005 na Alemanha, torneio ganho pelo Brasil. A Copa do Mundo de 2014 será realizada no Brasil.
De acordo com os resultados obtidos nas eliminatórias, os 32 países classificados foram: Alemanha (previamente classificada como país sede), Argentina, Brasil, Paraguai, Equador, México, Estados Unidos da América, Trinidad e Tobago, Costa Rica, Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Itália, Suíça, Suécia, República Tcheca, Ucrânia, Sérvia e Montenegro, Países Baixos (Holanda), Croácia, Polônia, Togo, Gana, Angola, Costa do Marfim, Tunísia, Japão, Arábia Saudita, Irã, Coréia do Sul e Austrália.
Pela primeira vez na história da Copa do Mundo, três países lusófonos estiveram presentes (Portugal, Angola e Brasil). E foi a primeira vez, também, que a Concacaf terá quatro representantes (EUA, México, Costa Rica e Trinidad e Tobago), o mesmo número de América do Sul e Ásia.
A edição de 2006 do torneio marcou a 18ª vez que o Brasil participou da Copa do Mundo e a quinta vez em que defendia o título de campeão. Vale lembrar que, apesar de não representarem seu país de origem, havia jogadores de origem brasileira em diversas outras seleções classificadas para a fase final. Os técnicos das seleções da Arábia Saudita, Costa Rica, Portugal e Japão são brasileiros, bem como integrantes dos elencos técnicos de Portugal, Tunísia, Japão, Espanha e México.
A seleção brasileira chegou até as quartas-de-final, quando foi derrotada pela seleção francesa. Na classificação final, o Brasil ficou na quinta posição.
Curiosidades sobre a Copa do Mundo de Futebol
- O recorde de gols em Copas é do brasileiro Ronaldo com 15 gols;- O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo;
- O Brasil é o país com mais títulos conquistados: total de cinco;
- Itália foi quatro vezes campeã, seguida da Alemanha três vezes campeã e das bi-campeãs Argentina e Uruguai. Inglaterra e França possuem apenas um título cada;
- A Copa do Mundo é o segundo maior evento esportivo do planeta;
Regulamento
A fase final da Copa do Mundo é
disputada por 32 seleções. A Europa tem direito a 14 vagas, uma delas
ocupada pelo país-sede. O continente africano envia 5 representantes,
enquanto que a América do Sul e a Ásia têm, cada uma, 4 países
garantidos. Já a Concacaf, confederação que reúne as seleções da América
do Norte, América Central e Caribe, tem direito a 3 vagas. As duas
vagas restantes são definidas em confrontos de repescagem entre seleções
da América do Sul e da Oceania e equipes da Ásia e da Concacaf.
Sistema de disputa
1ª faseA primeira fase será disputada no sistema de ligas, isto é, as seleções jogam contra as outras integrantes do seu grupo. Cada vitória vale três pontos e cada empate um ponto. A equipe perdedora não ganha nenhum ponto.
Após a disputa dos seis jogos, as duas seleções que conquistarem mais pontos dentro do grupo passarão para a próxima fase, as oitavas-de-final. Caso duas equipes terminem empatadas em número de pontos, os critérios de desempate são os seguintes (pela ordem): saldo de gols, gols marcados, confronto direto, saldos de gols no confronto direto, gols marcados no confronto direto e sorteio
Oitavas-de-final
Dessa fase em diante, os jogos são eliminatórios. Os confrontos serão disputados entre os vencedores de cada grupo e os segundos colocados em seus grupos.
Caso haja empate no fim do tempo regulamentar de 90 minutos, será disputada uma prorrogação de meia-hora, com dois tempos de 15 minutos cada. Caso o empate persista, o vencedor
Para esclarecer: o sistema conhecido como "Golden Goal", ou "Gol de Ouro", em que a primeira equipe que marcar um gol na prorrogação é a vencedora, não será usado na Alemanha. Em 2002, na Copa do Japão e da Coréia do Sul, o "Gol de Ouro" foi a alegria de seleções como Coréia do Sul (oitavas-de-final contra a Itália), Senegal (oitavas-de-final contra a Suécia) e Turquia (quartas-de-final contra a Senegal).
Quartas-de-final
Os vencedores de cada confronto das oitavas se enfrentam, de acordo com a tabela da Fifa.
Semifinais
Os vencedores de cada confronto das quartas se enfrentam, de acordo com a tabela da Fifa.
Terceiro lugar
Os perdedores das semifinais disputam o terceiro lugar da competição.
Final
Será disputada entre as seleções que vencerem seus jogos na etapa semifinal.
Doping
É considerado doping qualquer tentativa de melhorar a performance do jogador. Tentativas de alterar ou destruir as amostras de urina também são considerados atos de doping. Testes antidoping com amostras de urina e sangue serão realizados durante treinamentos e jogos. Qualquer jogador do elenco, inclusive aqueles que não participaram de um determinado jogo, pode ser convocado para o antidoping.
Painéis eletrônicos
Será usado para mostrar substituições de jogadores e acréscimos. Relógio com a duração da partida pode aparecer, mas a contagem deve parar no final de cada tempo
Estádios
Tanto nas eliminatórias quanto na fase final, os estádios devem oferecer somente lugares sentados. O campo de jogo deve ter as dimensões de 105m x 68m. A Fifa permite que jogos sejam realizadas em gramados naturais ou sintéticos, mas na Copa da Alemanha não haverá campos artificais.
W.O
O oponente será considerado o vencedor
Evolução das Regras
Desde os tempos da bola de capotão, as regras do futebol sofreram diversas alterações. Até a Copa da Inglaterra de 1966, por exemplo, não eram permitidas substituições. Prorrogação em dois tempos de 15 minutos e a não marcação do impedimento quando o atacante estiver na mesma linha do defensor são outras das mudanças promovidas pela Fifa ao longo dos anos. Veja, item a item, o que vale hoje dentro das quatro linhas.
Início e reinício do jogo
- A equipe que ganhar o sorteio
do cara ou coroa decidirá a direção em que atacará no primeiro tempo da partida.
- A outra equipe terá a posse de bola para iniciar o jogo.
- A equipe que ganhar o sorteio
terá a posse de bola no início do segundo tempo.
- Na etapa final, as equipes mudarão de lado e atacarão em direção oposta a do primeiro tempo
.
O pontapé de saída é uma forma de reiniciar o jogo:
- Após a marcação de um gol
- No começo do segundo tempo da partida
- No começo de cada tempo da prorrogação, caso seja necessário.
- É permitido marcar um gol diretamente do pontapé de saída
A bola estará fora de jogo quando: tiver ultrapassado completamente uma linha lateral ou de fundo, seja pelo chão ou pelo ar.
Bola em jogo
A bola estará em jogo em qualquer outra circunstância, inclusive quando: rebater em uma das traves e permanecer dentro das quatro linhas ou tocar no árbitro ou em um dos assistentes, desde que estes estejam dentro dos limites do campo.
Impedimento
Um jogador estará em posição de impedimento quando: se encontrar mais próximo da linha de fundo contrária do que a bola e o penúltimo adversário.
Um jogador não estará em posição de impedimento se:
- Receber a bola em seu campo
- Tiver dois adversários à sua frente
- Estiver atrás, ou na mesma linha, de quem passou a bola
- Ele está interferindo no jogo
- Ele está atrapalhando um adversário
- Ganhando vantagem da posição adiantada
- Um tiro de meta
- Um arremesso lateral
- Uma cobrança de escanteio
Gol marcado
O gol será validado quando a bola ultrapassar totalmente a linha entre as traves e por debaixo do travessão, sempre que a equipe anotadora não tenha cometido nenhuma infração na regra.
Prorrogação
Caso haja empate ao término do tempo
Cobranças de pênalti
Será concedida uma cobrança de pênalti contra a equipe que cometeu uma das dez infrações que caracterizam um tiro livre direto, dentro de sua própria grande área, enquanto a bola está em jogo.
É permitido marcar um gol diretamente em uma cobrança de pênalti.
Será concedido um tempo adicional para que se possa executar uma cobrança de pênalti ao final de cada tempo ou ao final dos períodos da prorrogação.
Procedimentos de substituição
Para substituir um jogador deverão ser observadas as seguintes condições:
• O árbitro deverá ser informado da substituição proposta;
• O substituto não poderá entrar no gramado antes de receber autorização do árbitro e que o jogador substituído tenha deixado o campo;
• O substituto entrará no terreno de jogo unicamente pela linha do meio de campo e durante uma interrupção da partida;
• Uma substituição estará consumada quando o substituto entrar no terreno de jogo;
• Um jogador que tenha sido substituído não pode mais voltar para a partida;
• Todos os reservas e jogadores substituídos estão submetidos à autoridade do árbitro, sejam chamados ou não a participar da partida.
Os árbitros
Cada partida será controlada por um árbitro, que terá a autoridade total para fazer cumprir as regras do jogo.
Na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, as decisões da Comissão de Árbitros da Fifa foram definitivas e não sujeitas a apelações.
A bola
Propriedades e medidas
- Será esférica
- Será de couro ou outro material adequado
- Terá uma circunferência não superior a 70 cm e não inferior a 68 cm
- Terá um peso não superior a 450 g e não inferior a 410 g no início do partida
- Terá uma pressão equivalente a 0,6 - 1,1 atmosferas (600 - 1100 g/cm²) ao nível do mar
Conclusão
Concluímos que a Copa do Mundo é o maior evento do esporte mais popular do mundo, é uma paixão que move o mundo inteiro, nos une com o mesmo intuito: à vitória, nos faz esquecer as diferenças de cor, nacionalidade, idioma e nos prende na esperança da conquista de mais uma copa.Durante a copa ficamos felizes com o nosso país, esquecemos os problemas, as desigualdades sociais e pensamos apenas no futebol.
Fonte:http://www.coladaweb.com/educacao-fisica/copa-do-mundo-de-futebol
Autoria: Dayane Gunella Montalvão
O pior analfabeto é o analfabeto midiático
“Ele imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo esforço intelectual”. Reflexões do jornalista Celso Vicenzi em torno de poema de Brecht, no século 21
Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. Prega ideias preconceituosas e discriminatórias, e interpreta os fatos com a ingenuidade de quem não sabe quem o manipula. Nas passeatas e na internet, pede liberdade de expressão, mas censura e ataca quem defende bandeiras políticas. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. E que elas – na era da informação instantânea de massa – são muito influenciadas pela manipulação midiática dos fatos.
Não vê a pressão de jornalistas e colunistas na mídia impressa, em emissoras de rádio e tevê – que também estão presentes na internet – a anunciar catástrofes diárias na contramão do que apontam as estatísticas mais confiáveis. Avanços significativos são desprezados e pequenos deslizes são tratados como se fossem enormes escândalos. O objetivo é desestabilizar e impedir que políticas públicas de sucesso possam ameaçar os lucros da iniciativa privada. O mesmo tratamento não se aplica a determinados partidos políticos e a corruptos que ajudam a manter a enorme desigualdade social no país.
Questões iguais ou semelhantes são tratadas de forma distinta pela mídia. Aula prática: prestar atenção como a mídia conduz o noticiário sobre o escabroso caso que veio à tona com as informações da alemã Siemens. Não houve nenhuma indignação dos principais colunistas, nenhum editorial contundente. A principal emissora de TV do país calou-se por duas semanas após matéria de capa da revista IstoÉ denunciando o esquema de superfaturar trens e metrôs em 30%.
O analfabeto midiático é tão burro que se orgulha e estufa o peito para dizer que viu/ouviu a informação no Jornal Nacional e leu na Veja, por exemplo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar. Não desconfia que, em muitas tevês, revistas e jornais, a notícia já sai quase pronta da redação, bastando ouvir as pessoas que vão confirmar o que o jornalista, o editor e, principalmente, o “dono da voz” (obrigado, Chico Buarque!) quer como a verdade dos fatos. Para isso as notícias se apoiam, às vezes, em fotos e imagens. Dizem que “uma foto vale mais que mil palavras”. Não é tão simples (Millôr, ironicamente, contra-argumentou: “então diga isto com uma imagem”). Fotos e imagens também são construções, a partir de um determinado olhar. Também as imagens podem ser manipuladas e editadas “ao gosto do freguês”. Há uma infinidade de exemplos. Usaram-se imagens para provar que o Iraque possuía depósitos de armas químicas que nunca foram encontrados. A irresponsabilidade e a falta de independência da mídia norte-americana ajudaram a convencer a opinião pública, e mais uma guerra com milhares de inocentes mortos foi de
flagrada.
Celso Vicenzi
Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/08/o-pior-analfabeto-e-o-analfabeto-midiatico.html
quarta-feira, 23 de abril de 2014
GETÚLIO VARGAS - HERANÇA ONIPRESENTE
AS CONTRADIÇÕES NA VIDA DO MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA DO BRASIL
CURRÍCULO
NOME: Getúlio Dornelles Vargas
NASCIMENTO: São Borja (RS), 19 de abril de 1882
Morte: Rio de Janeiro (RJ), 24 de agosto de 1954
Ocupação: Presidente da República
Nenhum brasileiro poderia ser mais polêmico. E, ao mesmo tempo, não há dúvidas que não deveria ser outro senão o primeiro dentre dez nomes fundamentais para a História do Brasil. Getúlio Vargas foi um ditador – e um presidente democrático – que dividiu o país. É possível amar ou detestar seu legado. Mas é impossível negar que ele está em todo lugar. A consolidação das Leis do Trabalho, a legislação sindical, a Petrobras, a Ordem dos Advogados do Brasil, e mesmo coisas mais abstratas, como um certo nacionalismo excludente, que encara adversários como “entreguistas”, inimigos da nação, todas são heranças da Era Vargas, que, 80 anos depois, ainda não é objeto de consenso entre pesquisadores.
A própria natureza política de Vargas é difícil de avaliar. A Revolução de 1930, na qual ascendeu ao poder como presidente provisório, prometia industrializar o Brasil e corrigir os defeitos antidemocráticos da República Velha. Em 1932, o voto tornou-se secreto, obrigatório e passou a incluir as mulheres, de forma a acabar com o “voto de cabresto”, no qual lideres locais pressionavam os eleitores a elegerem seus candidatos, já que era possível saber quem votava em quem. A demora em entregar uma nova Constituição e o fato de a Revolução ter deposto um paulista, Washington Luís, levaram São Paulo a uma guerra civil, a Revolução Constitucionalista de 1932. O estado foi derrotado, mas a constituição saiu, por meio de uma assembleia de base, eleita de acordo com novas leis, em 1934.
Eleito indiretamente no mesmo ano, Vargas detestou o resultado da Constituição, para ele oneroso demais para o orçamento público e liberal no combate à subversão – em 1935, houve um levante comunista. Antes que seu mandato acabasse, em 1937, ele deu um autogolpe, impondo uma nova carta, que proibia greves, acabava com os governos estaduais e permitia ao governo demitir funcionários públicos, baseada na constituição da Polônia, de inspiração fascista.
O Brasil desenvolveu indútrias de base, como a Companhia Siderúrgica Nacional, de 1941, e a Vale do Rio Doce, no ano seguinte. Também deu uma séria guinada para o fascismo. Foi estabelecido um culto à personalidade do ditador, e as manifestações culturais foram enquadradas numa perspectiva nacionalista e construtiva. Em 1942, esse país autoritário entraria em guerra contra o fascismo, tornando-se o único da América Latina a enviar tropas à Europa – e vencer os alemães, diga-se.
A contradição em lutar por democracia com uma ditadura em casa não passou despercebida. Ao fim da guerra, Vargas foi deposto. Mas sua popularidade era imensa, e ele voltou como presidente eleito em 1951. O Getúlio democrático governou um país sectário. A imprensa e a classe média estavam contra ele. A esquerda, que Vargas havia perseguido, passou a apoiá-lo. Em tempos de Guerra Fria, essa aliança apenas exaltou os ânimos. Em meio a uma furiosa polêmica causada por uma tentativa de assassinato ao jornalista opositor Carlos Lacerda por um membro da guarda pessoal do presidente, Vargas escreveu seu famoso “Saio da vida para entrar na história” e deu um tiro no coração. Seu fantasma assombraria o país para sempre. Seriam seus aliados ou opositores que decidiriam o futuro do Brasil pelas próximas gerações.
O BRASIL DE GETÚLIO
Ano: 1940
População: 41.263.315
População Rural: 68%
Taxa de Analfabetismo: 56,1%
Regime Político: Estado Novo (Dtadura Civil)
COMO SERIA SEM ELE
Provavelmente o país seria ainda mais agrário. As indústrias petrolífera, de mineração e siderúrgica talvez não tivessem sido fundadas ou seriam multinacionais. Por outro lado, com ânimos políticos menos exaltados, o país poderia ter escapado de duas ditaduras.
FONTE: AVENTURAS NA HISTÓRIA
CURRÍCULO
NOME: Getúlio Dornelles Vargas
NASCIMENTO: São Borja (RS), 19 de abril de 1882
Morte: Rio de Janeiro (RJ), 24 de agosto de 1954
Ocupação: Presidente da República
Nenhum brasileiro poderia ser mais polêmico. E, ao mesmo tempo, não há dúvidas que não deveria ser outro senão o primeiro dentre dez nomes fundamentais para a História do Brasil. Getúlio Vargas foi um ditador – e um presidente democrático – que dividiu o país. É possível amar ou detestar seu legado. Mas é impossível negar que ele está em todo lugar. A consolidação das Leis do Trabalho, a legislação sindical, a Petrobras, a Ordem dos Advogados do Brasil, e mesmo coisas mais abstratas, como um certo nacionalismo excludente, que encara adversários como “entreguistas”, inimigos da nação, todas são heranças da Era Vargas, que, 80 anos depois, ainda não é objeto de consenso entre pesquisadores.
A própria natureza política de Vargas é difícil de avaliar. A Revolução de 1930, na qual ascendeu ao poder como presidente provisório, prometia industrializar o Brasil e corrigir os defeitos antidemocráticos da República Velha. Em 1932, o voto tornou-se secreto, obrigatório e passou a incluir as mulheres, de forma a acabar com o “voto de cabresto”, no qual lideres locais pressionavam os eleitores a elegerem seus candidatos, já que era possível saber quem votava em quem. A demora em entregar uma nova Constituição e o fato de a Revolução ter deposto um paulista, Washington Luís, levaram São Paulo a uma guerra civil, a Revolução Constitucionalista de 1932. O estado foi derrotado, mas a constituição saiu, por meio de uma assembleia de base, eleita de acordo com novas leis, em 1934.
Eleito indiretamente no mesmo ano, Vargas detestou o resultado da Constituição, para ele oneroso demais para o orçamento público e liberal no combate à subversão – em 1935, houve um levante comunista. Antes que seu mandato acabasse, em 1937, ele deu um autogolpe, impondo uma nova carta, que proibia greves, acabava com os governos estaduais e permitia ao governo demitir funcionários públicos, baseada na constituição da Polônia, de inspiração fascista.
O Brasil desenvolveu indútrias de base, como a Companhia Siderúrgica Nacional, de 1941, e a Vale do Rio Doce, no ano seguinte. Também deu uma séria guinada para o fascismo. Foi estabelecido um culto à personalidade do ditador, e as manifestações culturais foram enquadradas numa perspectiva nacionalista e construtiva. Em 1942, esse país autoritário entraria em guerra contra o fascismo, tornando-se o único da América Latina a enviar tropas à Europa – e vencer os alemães, diga-se.
A contradição em lutar por democracia com uma ditadura em casa não passou despercebida. Ao fim da guerra, Vargas foi deposto. Mas sua popularidade era imensa, e ele voltou como presidente eleito em 1951. O Getúlio democrático governou um país sectário. A imprensa e a classe média estavam contra ele. A esquerda, que Vargas havia perseguido, passou a apoiá-lo. Em tempos de Guerra Fria, essa aliança apenas exaltou os ânimos. Em meio a uma furiosa polêmica causada por uma tentativa de assassinato ao jornalista opositor Carlos Lacerda por um membro da guarda pessoal do presidente, Vargas escreveu seu famoso “Saio da vida para entrar na história” e deu um tiro no coração. Seu fantasma assombraria o país para sempre. Seriam seus aliados ou opositores que decidiriam o futuro do Brasil pelas próximas gerações.
O BRASIL DE GETÚLIO
Ano: 1940
População: 41.263.315
População Rural: 68%
Taxa de Analfabetismo: 56,1%
Regime Político: Estado Novo (Dtadura Civil)
COMO SERIA SEM ELE
Provavelmente o país seria ainda mais agrário. As indústrias petrolífera, de mineração e siderúrgica talvez não tivessem sido fundadas ou seriam multinacionais. Por outro lado, com ânimos políticos menos exaltados, o país poderia ter escapado de duas ditaduras.
FONTE: AVENTURAS NA HISTÓRIA
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Os direitos humanos e a educação inclusiva
Uma educação que não respeite a diversidade e que não valorize o convívio, a interação e a cooperação entre alunos naturalmente diferentes nas suas personalidades e nos seus percursos de aprendizagem é uma educação antiética
Desde que foi proclamada em 1948 a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) sempre tem estado debaixo de alguma polêmica. A sua aspiração de consagrar direitos “universais” tem sido repetidamente desafiada por críticas que sublinham as circunstâncias de tempo e de espaço em que esta declaração foi concebida. Estas críticas colocam em discussão a parcialidade e a relatividade dos direitos humanos tal como foram entendidos e proclamados na declaração e assim reduzir-lhes o impacto, ao tornarem-nos fruto de uma conjuntura e mera expressão de um conjunto de circunstâncias.
Parece insofismável que uma leitura atenta
da declaração desvenda as marcas de um tempo e de um espaço claramente
ocidental e de pós-guerra. Mas será que a situação espácio-temporal da
declaração a invalida e lhe retira a pertinência? Lembraria que nenhum
escrito humano, por mais sagrado, inspirado ou intemporal que pareça,
pode prescindir da sua contextualização no tempo e no espaço. É, por
exemplo, muito difícil entender plenamente os textos da Bíblia – quer o
Novo quer o Velho Testamento – sem que as suas narrativas sejam
contextualizadas e situadas no tempo. Não é portanto argumento
depreciativo para qualquer escrito o fato de o situar num tempo e num
espaço: pelo contrário, trata-se uma diligência indispensável para o
compreender em toda a sua significação.
No que respeita à educação, a DUDH é particularmente interessante. Isto porque proclama no seu artigo 26.º, n.º 1: “Toda a pessoa tem direito à educação (…).” Logo no parágrafo 2.º postula: “A
educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao
reforço dos direitos do homem e das diferentes liberdades fundamentais e
deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as
nações e todos os grupos raciais ou religiosos (…).” Entende-se o grande alcance e a ambição deste artigo: o de outorgar a todos os seres humanos (sublinho “todos”,
independentemente de serem pobres, estrangeiros, do seu gênero, da sua
deficiência, etc.) o direito a uma educação que vise o desenvolvimento
pleno da personalidade e o reforço dos direitos do homem. É este
último aspecto — “reforço dos direitos do homem” — que gostaria de realçar nesta reflexão.
Parece inequívoco que a DUDH atribui à educação um estatuto que não é a de um simples direito (“Toda a pessoa tem direito à educação…”), mas também lhe atribui o papel de ser uma ferramenta, um meio, para que todos os outros direitos proclamados na declaração sejam desenvolvidos e efetivados (”A educação deve visar (…) o reforço dos direitos humanos…”). Este duplo papel da educação enquanto direito em si próprio e em meio indispensável para que se concretizem todos os outros direitos é extraordinariamente ambicioso e responsabilizador. Desafia-nos a conceber um sistema educativo que possa cumprir aquilo que a declaração proclama e que cada país subscreveu: uma educação que para além de ser verdadeiramente universal possa contribuir decisivamente para concretizar todos os outros direitos humanos.
Se a educação deve “reforçar os direitos humanos (…), as liberdades (…) e favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade (…)”, será que ela se pode organizar fora dos valores da inclusão? Pareceria muito estranho que pudesse ser favorecida a “compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos” sem que estes desideratos pudessem ser desenvolvidos fora de uma perspectiva inclusiva. É absurdo pensar que se pode encorajar o conhecimento da diferença criando os ambientes restritivos e homogêneos. Como se poderia conhecer e compreender o outro limitando o convívio com as diferenças? Lembraria a este propósito que a inclusão tem como base princípios educacionais, a valorização da aprendizagem de todos os alunos num mesmo contexto educacional (agrupamento, escola, turma), sendo por isso fundamental que a escola possa diversificar os conteúdos, as estratégias e as experiências de aprendizagem para que ninguém fique privado da melhor educação a que tem direito.
Defender que a qualidade educacional se atinge através da constituição de grupos homogêneos de alunos e que os alunos aprenderiam mais e melhor, se não tivessem que lidar com as diferenças dos outros (isto é, que todos aprendessem tudo ao mesmo tempo), é completamente irreal. Se alguém tem dúvidas sobre a excentricidade desta opinião que peça a qualquer professor para ele lhe relatar a sua experiência com turmas “homogêneas”…
Diria, como corolário, que uma educação que não respeite a diversidade e que não valorize o convívio, a interação e a cooperação entre alunos naturalmente diferentes nas suas personalidades e nos seus percursos de aprendizagem é uma educação antiética, porque é contrária à DUDH.
Os direitos humanos proclamados na DUDH, apesar de serem “velhinhos” de 65 anos, continuam a constituir-se como um baluarte de defesa contra as injustiças sociais e educacionais.
Termino relembrando a majestosa primeira frase do artigo 1.º da declaração “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em opinião e em direitos.” A partir daqui parece “fácil”: é só construir uma educação que, nos seus valores e práticas, não seja contrária aos direitos humanos.
Professor universitário, presidente da Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial
Fonte: www.publico.ptquinta-feira, 2 de janeiro de 2014
sábado, 7 de dezembro de 2013
11 recursos ocultos e muito úteis das pesquisas no Google
11 recursos ocultos e muito úteis das pesquisas no Google
Por Bruno Calzavara em 3.10.2013 as 18:00
O site de pesquisa Google está tão presente em nossas vidas que mal conseguimos imaginar como era a internet sem ele. Segundo estatísticas da própria empresa, aproximadamente 300 milhões de pessoas utilizam a ferramenta diariamente. Em 2012, foram feitas, em média, 5,1 bilhões de buscas por dia. No total, foram surreais 1,87 trilhões de pesquisas realizadas no ano passado.
Apesar de tanta fama, ainda há muito a ser descoberto no Google. Confira 11 truques e ferramentas facilitadoras para a sua próxima consulta ao site:
11. Calculadora
A função de calculadora do Google é muito mais poderosa do que você pode imaginar. Além de resolver contas de matemática básica (como 5+6 ou 3*2), ela é capaz de fazer cálculos logarítmicos, sabe como utilizar constantes (como “e”, o número de euler, e o clássico “pi”) , bem como funções seno e cosseno. O Google também pode traduzir números em código binário – tente digitar “12*3 in binary” (precisa ser em inglês) que você verá o resultado “0b100100″. Clicando em “Mais informações”, o Google Support explica tudo que você gostaria de saber sobre a calculadora.10. Pesquisa em um site específico
Ao usar a palavra-chave “site:” antes do que você deseja pesquisar, você faz com que o Google só retorne os resultados encontrados neste site específico. Por exemplo, se você procurar por “site: hypescience.com Marte”, você só receberá como resposta notícias sobre o planeta Marte que foram publicadas no site do Hype Science.9. Conversões de unidades ou moedas
Esta é bem simples. As conversões de moeda e de unidade são feitas automaticamente pelo Google, basta você digitar o que procura. Você pode, por exemplo, inserir “1 BRL em USD”, “20 C em F” ou “15 polegadas em cm”. Você tem a escolha de escrever as unidades por extenso, como reais e Celsius, ou apenas suas siglas, como BRL e C, uma vez que a ferramenta as reconhece. O resultado da busca é instantâneo, não é preciso entrar em algum site de conversão nem mesmo utilizar a calculadora.8. Fusos Horários
Outra ferramenta muito simples e prática. Procure por “horario em ” (assim mesmo, sem acento, senão não funciona) e você terá a hora local da cidade ou do país que procurou, bem como descobrirá em qual fuso horário o lugar se localiza. Checar que horas são em Roma nunca foi tão fácil.7. Pesquisa por um tipo de arquivo específico
Se você sabe que está procurando por um PDF ou um arquivo de Word, você pode pesquisar diretamente por esses tipos específicos de arquivos ao digitar “tipo de arquivo: pdf” ou “tipo de arquivo: doc”. Exemplo: a busca “aquecimento global tipo de arquivo: pdf” só resultará em PDFs sobre o assunto.6. Exibições de filmes nos cinemas locais
Para pesquisar quais filmes estão sendo exibidos neste momento onde você mora, basta digitar a palavra “filmes”, seguida do nome da sua cidade. Nos Estados Unidos, a ferramenta é ainda mais precisa, uma vez que existe a possibilidade de incluir o seu código postal – nesse caso, o Google já lhe mostra o cinema mais perto do você.No Brasil, porém, a pesquisa já é bem útil. Como resposta, o site lhe apresenta uma lista dos filmes que estão passando nos cinemas de sua cidade. Ao clicar naquele que deseja assistir, você será redirecionado para uma página contendo todos os locais que exibem o filme escolhido e os horários das próximas sessões.
O nome de cada cinema está lincado a uma página, também do Google, onde você pode conferir todos os filmes atualmente em cartaz lá, além dos horários de suas sessões. Clicando em uma determinada sessão, é possível até mesmo já comprar os ingressos para o filme. Teste com a sua cidade. É de uma praticidade incrível.
5. Previsão do tempo
Outra ferramenta muito útil e que pode nos poupar uns bons minutos. Digite a expressão “tempo em” seguido da cidade da qual você deseja saber a previsão do tempo e o Google lhe trará a temperatura momentânea no local, além da previsão meteorológica para os próximos dias.O site também inclui no pacote as chances de chuva no momento, o nível de umidade, a velocidade do vento e a previsão da temperatura para as próximas horas. Todas as informações são fornecidas pelo site Canal do Tempo (The Weather Channel). Quer verificar quantos graus faz em Paris neste instante? Fácil.
4. Exclusão de termos da pesquisa
Quando você digita um termo de busca que possui um segundo significado ou uma estreita associação com outra coisa que não te interessa no momento, pode ser difícil encontrar os resultados desejados. Há um jeito de contornar este problema: exclua resultados irrelevantes usando o sinal de menos (“-”).Se, por acaso, você está procurando por um globo para comprar e quer eliminar as respostas sobre a Rede Globo, é só escrever “globo -rede globo” e uma variedade de globos terrestres à venda aparecem.
3. Índices sociais
Para verificar dados que apontam os indicadores sociais de uma região, como número de habitantes, expectativa de vida ou taxa de desemprego, você também pode confiar diretamente no Google. Na realidade, não é necessário nenhum truque: apenas escreva o indicador que você procura, seguido do lugar (“expectativa de vida na Alemanha”).O resultado da pesquisa aparecerá em formato de gráfico, comparando o local pesquisado com semelhantes (no caso da Alemanha, surgem também os dados da França e do Reino Unido) ao longo do tempo. Vá deslizando o cursor sobre o gráfico que o Google lhe dará o número exato do índice requisitado em um determinado ano.
Você pode ainda clicar na opção “Explorar mais” no canto inferior esquerdo do gráfico e uma nova página do site se abrirá com todas as possibilidades de pesquisa sobre índices sociais do Google desde a porcentagem de lugares ocupados por mulheres no parlamento nacional até a emissão de CO2 na atmosfera per capita.
2. Definição de palavras
Além de todas as demais utilidades elencadas aqui, o Google também possui a função de dicionário. O site permite que você digite a palavra “define” (inglês para “definir”) e, em seguida, o termo que você gostaria de pesquisar. Portanto, se você ainda está à procura da melhor definição de “amor”, agora sabe que o Google é mais um lugar para se procurar.1. “Barrel Roll”
E para finalizar a nossa lista, talvez o mais inútil (porém, mais divertido) truque para se fazer com a barra de pesquisas do Google. Basta digitar “do a barrel roll” e acompanhar a mágica acontecendo. Não queremos estragar a surpresa aqui, mas fica o aviso: em excesso, pode causar um pouco de tontura. [The Telegraph]Autor: Bruno Calzavara Bruno Calzavara é recém-formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e está de volta à equipe do Hype após dois anos. Adora todos os esportes, exceto futebol (confira o blog!). Gosta de chocolate e de sorvete, mas não de sorvete de chocolate.
Fonte: http://hypescience.com/11-recursos-ocultos-das-pesquisas-no-google/
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